Marca Globo
Em 2020, o Grupo Globo passou por uma das maiores reestruturações de sua história: a fusão de todas as suas empresas (TV Globo, Globosat, Globo.com, Globoplay, Som Livre e DGCorp) em uma única organização integrada, sob o conceito de “Uma Só Globo”. Esse movimento unificou marcas, operações e estruturas que antes funcionavam de forma separada. Dentro desse processo, um grande time interáreas foi formado. Várias frentes da Globo passaram meses participando de encontros, workshops e sprints, pensando juntas como seria a nova empresa, sua lógica, sua voz e sua identidade.
No final dessa etapa, a antiga equipe de Comunicação & Branding (Co&Bra da Globosat), junto com a CGCOM (Rede Globo), assumiria o projeto. A partir desse movimento, tive o privilégio de ser convidado a integrar o Squad de Marcas da nova Globo, ao lado de outros quatro designers e diretores de arte extremamente competentes, profissionais pelos quais tenho grande respeito e admiração. Ficamos três meses imersos em uma sala no antigo prédio da Globo na Bartolomeu Mitre, no Leblon. Ali, em sprints diários, discutíamos todo o processo de arquitetura de marcas da Globo, comunicação, diretrizes visuais e os primeiros desenhos das novas identidades da empresa. Foi um processo intenso, colaborativo e de enorme aprendizado. Dessa imersão surgiram as novas direções visuais para grandes marcas da empresa, incluindo a identidade da TV Globo e a nova marca corporativa “Globo”.
De tabela, ainda tive a oportunidade de conhecer e conversar com Hanns Donner, criador da marca original da Globo.
Foi um encontro marcante — não só pela história dele, mas pela responsabilidade de repensar uma marca que carrega décadas de significado.
O resultado desse trabalho reverberou em toda a comunicação da nova Globo e serviu como referência para as marcas internas, alinhando linguagem, estrutura e comportamento visual para a fase seguinte da empresa.


