Criativo antes mesmo
de saber que isso tinha nome.
Era o único jeito que eu funcionava.
Criando do jeito que dava: fazendo.
Aos 8 anos, colava folhas de sulfite no chão da sala até formar um grande tapete de papel. Passava a tarde projetando casas, ruas e cidades inteiras.
Aos 12, transformava meu irmão mais novo em ator das minhas direções caseiras, filmadas e produzidas com a câmera do meu pai.
Aos 16, comecei a trabalhar com criação.
Aos 17, comprei uma passagem e fui para São Paulo.
Nenhuma dessas idades sabia exatamente o que estava fazendo. Não havia rótulo, cargo, diploma ou currículo. Havia apenas uma necessidade de imaginar, construir e dar forma ao que ainda não existia.
Depois vieram as camadas: agências de design e comunicação, São Paulo, Rio de Janeiro, educação corporativa, branding, estratégia, audiovisual, direção de arte, direção de criação. Mais de trinta anos trabalhando entre imagem, linguagem, ideias e significado.
Mas, por trás de todos esses nomes, meu trabalho continua sendo o mesmo:
tirar ruído até sobrar verdade.