tch / arquivo / 2005—2026

Criativo antes mesmo
de saber que isso tinha nome.

Era o único jeito que eu funcionava.
Criando do jeito que dava: fazendo.

Aos 8 anos, colava folhas de sulfite no chão da sala até formar um grande tapete de papel. Passava a tarde projetando casas, ruas e cidades inteiras.

Aos 12, transformava meu irmão mais novo em ator das minhas direções caseiras, filmadas e produzidas com a câmera do meu pai.

Aos 16, comecei a trabalhar com criação.
Aos 17, comprei uma passagem e fui para São Paulo.

Nenhuma dessas idades sabia exatamente o que estava fazendo. Não havia rótulo, cargo, diploma ou currículo. Havia apenas uma necessidade de imaginar, construir e dar forma ao que ainda não existia.

Depois vieram as camadas: agências de design e comunicação, São Paulo, Rio de Janeiro, educação corporativa, branding, estratégia, audiovisual, direção de arte, direção de criação. Mais de trinta anos trabalhando entre imagem, linguagem, ideias e significado.

Mas, por trás de todos esses nomes, meu trabalho continua sendo o mesmo:

tirar ruído até sobrar verdade.

Marcelo com seu cachorro Pedro